11.22.63

Salva JFK, salva o mundo.

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11.22.63 estreia hoje na FOX e é baseado no livro homónimo de Stephen King. J.J. Abrams (Lost, Super 8, Star Wars VII) produz esta mini série de 8 episódios sob o leme de Bridget Carpenter (Friday Night Lights, Parenthood) que nos leva de novo ao mundo das viagens no tempo. Mais do que isso, levanta a questão: se pudesses voltar atrás no tempo, tentarias mudar alguma coisa?

Nesta história essa janela é mais específica. James Epping (James Franco), professor numa escola secundária de Maine, descobre o segredo que o seu amigo Al Templeton (Chris Cooper) esconde há 35 anos. Nas traseiras do seu Diner, existe um armário que, ao entrar no seu interior, nos transporta directamente para o ano de 1960. Mais especificamente para as 11:58 do dia 21 de Outubro de 1960. Templeton revela então que nos últimos anos tem viajado no tempo com um objectivo muito claro. Evitar que John F. Kennedy seja assassinado no dia 22 de novembro de 1963. Sendo ele um veterano da guerra do Vietnam, a sua teoria é que, se evitar a morte de JFK, a guerra terá o final antecipado, poupando as vidas de muitos soldados, incluindo os seus companheiros de guerra.

A solução para este problema seria simples, certo? Basta matar Lee Harvey Oswald. Mas o assassinato de JFK sempre esteve envolvido em dúvidas e teorias alternativas. Muitos consideram que o assassino não foi Oswald, ou que pelo menos não actuou sozinho. Que a conspiração poderia ter ligações desde a União Soviética até à própria CIA. Por isso mesmo, Templeton passou anos a saltar no tempo a recolher dados que o aproximem da verdade. O problema é que cada vez que volta no tempo, no presente só passam dois minutos, o que faz com que Al envelheça a uma velocidade mais rápida. Na sua última investida, descobre que tem um cancro terminal e decide convencer Epping a continuar a sua missão.

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Esta adaptação do livro de King tem uma grande diferença. No livro o personagem de Epping é pautado pelos seus pensamentos, mas na série existe uma espécie de sidekick que permite que existam mais diálogos. O que acaba por ser bom para a série. A história atravessa os três anos até o assassinato em Dallas e por vezes perde-se o ritmo da trama, mas a introdução de histórias paralelas dão um interesse especial à série. King ainda brinca com as consequências de viajar no tempo, não só pelas consequências futuras, mas também com uma espécie de resistência de forças desconhecidas. Como se o destino não quisesse ser alterado.

James Franco, que inicialmente me fez torcer o nariz, acabou por me convencer e tem uma das suas melhores interpretações. Consegue pontuar este difícil papel com drama, medo e humor. Pelo meio, claro que existe uma história de amor que complica ainda mais a missão, mas que nos traz Sarah Gadon no papel de Sadie, que acaba por ser um dos grandes destaques da série. Para variar, Chris Cooper está em grande nível.

Como balanço final, 11.22.63 acaba por ser mais uma óptima incursão pelo mundo das viagens no tempo, com muita conspiração e mistério à mistura. Para quem se interessa pelo tema JFK e todas as suas teorias, é obrigatória. Para os outros, vale pela história e o excelente documento de época que esta excelente produção da Hulu (plataforma concorrente da Netflix) nos oferece. A não perder.

 

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