Um novo dia em Westeros

Acabou-se a espera. Winter is coming.

Game Of Thrones Regresso

Quando “Game of Thrones” começou, atraiu dois tipos de espetadores. Fãs dos livros de George R R Martin (e de mundos de fantasia, de um modo geral) e adeptos de histórias com muito sangue e mamas à mostra. Depois, com os inesperados acontecimentos do final da primeira temporada, foi crescendo o buzz de que esta era uma série em que tudo podia acontecer. Algo que foi ainda mais salientado nos episódios finais da terceira temporada. Sim, é disso mesmo que estou a falar.

Estes mágicos ingredientes explicam a capacidade quase incomparável de “Game of Thrones” de atrair novos fãs, mas não como os retém. Principalmente considerando que esta é uma série em que, apesar de acontecerem vários acontecimentos climáticos, todos esses momentos são apenas rodas dentadas de uma épica engrenagem que só vamos ver completa na última temporada.

É quase inexplicável o modo como “Game of Thrones” consegue fazer-nos esperar tanto tempo por uma simples resolução mas… talvez não tanto. É que, por mais que digamos exteriormente que o queremos é saber o final da história, quando esta é bem contada o que queremos mesmo é disfrutá-la. Queremos viver no mundo que ela pinta. E nenhuma série é tão sublime na arte de “world building” como esta.

É esperado por todos que esta sexta temporada comece a dar passos mais deliberados no sentido da resolução final desta grande aventura (dado que já ultrapassámos os livros e estamos, pela primeira vez, em caminho por desbravar) – e estou muito excitado com as possibilidades do que isso pode significar. Mas não é necessariamente disso que vive “Game of Thrones”. Queremos viver neste mundo – não apenas vê-lo ruir.

Para concluir este texto, tenho algumas breves considerações sobre o primeiro episódio, mas primeiro… um aviso:

 

 

A nova temporada começou como seria de esperar – bem, quase. Já lá vamos. Como é tradição na experiência televisiva de “Game of Thrones”, o primeiro episódio foi quase como que um passeio pelos principais focos narrativos que vamos acompanhar nos próximos meses.

Desde cobras violentas em Dorne a Cersei a semear planos de vingança, passando por Tyrion a dar lições de governação e Khaleesi novamente entre os Dothraki – tivemos de tudo um pouco. Só falta saber o que podemos esperar nos novos poderes de Bran e, claro, aguardar a próxima aparição inesperada dos estupores dos White Walkers.

Mas o melhor foi guardado para o fim – claro. Ser Davos está preso na Wall com os poucos fiéis seguidores de Jon Snow que restavam, barricado numa sala e determinado a proteger o corpo do príncipe bastardo e mesmo as suas vidas. Para conseguir sobreviver, vai ter de recrutar a ajuda da misteriosa Melisandre que, descobrimos é, vá, um pouco mais velha do que aparenta. Essa revelação, mais do que apenas um “twist” interessante para fechar um episódio, poderá ser um forte indício da via para Jon Snow ressuscitar e liderar a resistência aos White Walkers. Sim, porque o Jon Snow vai voltar a viver. Tem de voltar. Não há mesmo outra hipótese.

Mas não quero sequer tentar fazer mais previsões. Não é isso que importa aqui. Como em quase tudo na vida, a viagem é infinitamente mais importante que o destino. Quem está preparado para riscar mais uma paragem no passaporte?

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