Top 10 de personagens de Tom Hanks

Mais de 30 anos de carreira de um herói americano

Tom Hanks fez recentemente 60 anos e isso foi o suficiente para me pôr a pensar na quantidade de filmes que o senhor já fez e, principalmente, me fez chegar à conclusão que muitos dos seus papéis foram memoráveis.
Ao longo de 36 anos de carreira, fez 48 filmes, uma série de TV e mais meia dúzia de filmes de TV. Se há coisa que ao longo destes anos todos conseguiu sempre foi destacar-se dos demais. E nem sempre da mesma forma.

Mas vamos a isto. O desafio é fazer um top 10 de personagens feitos por Tom Hanks que de alguma forma marcaram a sua carreira.

 

Walter Fielding, Jr. – The Money Pit (1986)

Ok. Começo logo a fazer batota. Começo esta lista com Walter Fielding, não exactamente por ser um dos melhores papéis da sua carreira, mas por representar um início mais virado para a comédia, particularmente a comédia pateta e física. Desde a sua estreia na série Bosom Buddies a Bachelor Party, passando por Turner and Hooch e Splash. A progressiva demolição emocional de Walter Fielding ainda hoje me faz rir sem parar.

 

Jim Lovell – Apollo 13 (1995)

Os anos 90 abraçaram o lado dramático de Tom Hanks. Mas mais que tudo, Apolo 13 descobriu o lado humano e sincero que Hanks consegue entregar. Jim Lovell foi um dos astronautas na falhada missão de viajar até à Lua e Hanks traz-lhe uma liderança e uma força subtil, ao mesmo tempo que transparece a frustração de falhar um sonho de menino.

 

Jimmy Dugan – A League of Their Own (1992)

Apesar de ser um papel cómico, terá sido neste filme que a indústria percebeu que Hanks era mais que um gajo engraçado. Os níveis de exagero, descontrole e alcoolismo deste treinador (à força) de uma equipa de baseball feminino chega a ser sublime para além de hilariante e, acima de tudo, um dos papéis mais memoráveis de Hanks.

 

Woody – Toy Story (1995-2010)

Quem não se divertiu, riu ou emocionou com o adorável cowboy de peluche, considere rapidamente marcar uma consulta. Há uma grande possibilidade de estar morto por dentro. Mais do que a voz, Tom Hanks empresta a sua personalidade ao mais icónico personagem da Pixar.
E como diz a canção, temos um amigo no Woody.

 

Cap. John H. Miller – Saving Private Ryan (1998)

Quando Spielberg se dedicou a este filme, quis representar a realidade. E a realidade é que a maior parte dos soldados da Segunda Grande Guerra não eram soldados nem estavam preparados para o que iam encontrar. Desde a cena inicial em que o Cap. Miller está completamente desorientado no meio do horror, até à cena final em que cumpre a sua missão, Hanks roça a perfeição ao entregar tudo o que tem neste homem normal que se vê numa situação para lá de anormal.

 

Cap. Richard Phillips – Captain Phillips (2013)

Para quem pudesse achar que os melhores dias de Hanks estavam para trás, o senhor vêm-lhes dar uma valente estaladão com a representação deste Capitão de uma embarcação que é ocupada por piratas. Nesta que é possivelmente a sua melhor performance como actor, Tom Hanks entrega-se a 100% e volta a brilhar dando corpo a um anti-herói.

 

Andrew Beckett – Philadelphia (1993)

Vamos dizer a verdade. Jonathan Demme teve os “cojones” de escolher Tom Hanks para representar Andrew Beckett, quando se calhar mais ninguém teria tido. Até aqui nunca ninguém lhe tinha dado um papel tão arrojadamente dramático. E Hanks retribuiu com uma performance incrível ao ponto de ser difícil de assistir. Estando ainda no início dos anos 90, quem contraía o vírus da SIDA era ainda visto como marginal e alvo de descriminação, acima de tudo por falta de informação sobre a doença. Ao Tom Hanks ter aceitado dar corpo a Beckett, sendo ele alguém com que quase toda a gente simpatizava, conseguiu dar mais um passo gigante à aceitação e prevenção da doença. Terá sido eventualmente o seu papel mais importante.

 

Chuck Noland – Cast Away (2000)

Por esta altura já era habitual ver Tom Hanks a brilhar em papéis dramáticos. Mas poucos estariam preparados para este número de circo que foi a encarnação de Chuck. Neste filme, Hanks tem basicamente um monólogo gigante, onde mostra todos os truques que tem dentro da manga. A evolução deste personagem e a sua relação com uma bola de volleyball, a que chama de Wilson, tornaram-se absolutamente inesquecíveis.

 

Forrest Gump – Forrest Gump (1994)

Forrest Gump é provavelmente o papel mais perfeito para Tom Hanks. A inocência presente em todas as fases da vida de Forrest é conseguida por Hanks com tal mestria que parece fácil. Este personagem é daqueles em que é quase impossível não se gostar. Na verdade tem um pouco de todos nós, mas com o filtro de ver em tudo a felicidade, mesmo quando confrontado com as mais diversas adversidades. Com Forrest conseguimos rir, dançar, chorar, amar, pensar e, acima de tudo, sentir na pele o que pode ser o mundo sem o mal. Essa perspectiva torna a ideia de um Forrest eterna.

 

Josh Baskin – Big (1988)

Terá sido na encarnação de Josh onde a indústria percebeu que Tom Hanks era bem mais que um actor de comédia. Num filme que é, no seu essencial, uma comédia, Hanks vai muito mais longe e consegue uma profundidade de personagem que é absolutamente surpreendente. Josh consegue, de uma maneira tão simples, mostrar que, na verdade, todos temos uma criança dentro de nós. Para sempre vamos ficar com vontade de nos juntarmos a ele e tocar em cima daquele piano de chão. Foi com Josh que Tom Hanks conquistou definitivamente o coração de todos nós. E por isso será sempre o seu mais icónico papel.

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