Os 14 melhores filmes de espionagem da história do cinema lá em casa.

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Jason Bourne, o espião que mudou a estética dos filmes de espião, está de volta ao cinema. Alguém muito chatinho pergunta: Que exagero! Quem disse que o Jason Bourne mudou a estética dos filmes de espiões?

Eu disse. E repito – Jason Bourne foi a melhor coisa que poderia ter acontecido a este género tão nobre e tão maltratado que é o “spy thriller”. E mais: sem o Bourne, o James Bond nunca teria se transformado no Daniel Craig – o que é a única coisa ruim desta história toda (Daniel Craig é um péssimo James Bond).

Mas estou a divagar. E como o povo quer listas, aqui vai mais uma:

“OS 14 MELHORES FILMES DE ESPIONAGEM DA HISTÓRIA DO CINEMA LÁ EM CASA.”

Aviso já que os espiões do Hitchcock e do John le Carré ficaram de fora – é que eles se levam muito a sério e esta é uma lista de um género dentro do género. Melhor então mudar o nome da lista para:

“OS 14 MELHORES FILME DE SUPER ESPIÕES DA HISTÓRIA DO CINEMA LÁ EM CASA”.

 

GOLDFINGER

O que é um super espião, pergunta o jovem leitor? A resposta está na cena de abertura de “Goldfinger” com Sean Connery a sair do mar com a sua roupa de mergulho. Debaixo da roupa de neopreno, traz vestido o seu smoking, impecável. Mais o Aston Martin. Mais a mulher nua assassinada toda pintada de ouro. Mais o chapéu de coco que corta cabeças – poderia ficar aqui a fazer scroll down de motivos até a eternidade. Citado em “True Lies” (mais abaixo na lista) e em “Catch Me If You Can”, “Goldfinger” é o template de tudo o que viria a seguir.

 

MISSION: IMPOSSIBLE

Há mais de 30 anos Hollywood recicla antigas séries de televisão para o cinema. Isso nem sempre é preguiça pura e simples, como neste clássico escrito por David Koepp e Robert Towne (dois dos maiores argumentistas de Hollywood) e realizado pelo grande Brian de Palma.

 

RONIN

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Todo filme de espionagem precisa de uma perseguição de carros alucinante – e nenhuma vai superar Robert De Niro e Jean Reno a destruir meia Paris atrás de um vilão asqueroso interpretado por Stellan Skarsgard.

 

SPARTAN

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Um bom filme de espionagem deve envolver gente dúbia, traições e assassinos frios mas de bom coração com um quê de teoria da conspiração. Agora imagine tudo isso escrito e realizado por David Mamet (vá ao Google e aprenda, jovem) . O filme é ótimo e vale a pena ser visto (ou revisto) como o último bom filme da carreira do Val Kilmer.

 

TAKEN

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Este já nasceu clássico. Liam Neeson dizendo pró fulano que raptou a sua filha “I will find you and I’ll kill you” é fast food gourmet da melhor qualidade. Isso mais a reinvenção dos clichés do cinema americano como só o francês Luc Besson (argumentista e produtor) sabe fazer e o seu menu número 5 está completo. Liam Neeson começou aqui a sua tardia carreira de action hero e nunca mais parou.

 

THE AMERICAN

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Parece um filme dos anos 70, simples, lento e depressivo. É mais um filme sobre matadores de aluguer do que sobre espiões – mas, afinal não são todos? A cena inicial, com os assassinos a tentarem matar George Clooney na neve é sensacional.

 

THREE DAYS OF THE CONDOR

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Nos anos 70 o género da espionagem era mais lento, mais elegante e mais paranóico. Robert Redford é um técnico num escritório da CIA que acaba por descobrir, sem querer, mais do que devia. Resultado: um vilão sinistro vai até lá, mata toda a gente e deixa Redford a fugir enquanto tenta descobrir o porquê de tudo aquilo. Como sempre, no cinema de ação dos anos 70, aqui não há finais felizes.

 

HAYWIRE

Um dia Steven Soderbergh acordou e pensou: bora fazer um filme sobre espiões mas com um rapariga como personagem principal? Bora só pra variar usar alguém que realmente saiba lutar? A escolhida foi a Gina Carano, ex-lutadora de MMA, que até nem faz tão feio (pior atriz que Megan Fox ninguém é). A cena em que ela e Michael Fassbender partem o quarto de hotel a lutar é hardcore.

 

LA FEMME NIKITA

LA FEMME NIKITA

Dá-lhe Luc Besson de novo. O raio do francês sabe reinventar gêneros como ninguém. Muito antes dos personagens femininos fortes virarem uma obrigação no cinema, Besson já mandava bem com a história da rapariga treinada para ser uma super espiã/assassina. Veja o original francês e despreze a refilmagem americana com Bridget Fonda.

 

TRUE LIES

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Mais do que um grande filme de espiões, com uma citação a cada frame, é uma grande homenagem a todos os fãs do género. E a todos os pais chamados de totós pelas filhas. Eu, por acaso, preencho muito bem os dois requisitos. Ver o Arnold Schwarzenegger no papel do super espião de vida dupla – a mulher e a filha pensam que ele não passa de um aborrecido vendedor de computadores – é uma maravilha. Nota triste: é a primeira vez no grande cinema de ação que o vilão é um terrorista árabe.

 

THE HUNT FOR THE RED OCTOBER

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A Guerra Fria era uma treta mas também era o paraíso para os filmes de espionagem. Que o diga Tom Clancy, o escritor que ficou milionário com os livros do Jack Ryan, o burocrata/geek da CIA que sempre salva o dia, apesar de não ser um homem de ação. Harrison Ford interpretaria o papel em mais dois filmes mas é este primeiro, com Alec Baldwin a fazer de Ryan, que entra na lista. Sean Connery como o capitão russo que deserta com o novo submarino soviético é tudo o que você deveria querer ser quando crescer.

 

ARGO

ARGO

Mais um filme que bebe nas intrigas dos anos 70. Um grupo de diplomatas americanos fica preso no Irão depois que a embaixada é invadida. Como tirá-los de lá sem causar um incidente diplomático? Mandar para lá um espião a fingir que está a procurar locações de filmagem no Iraque e assim contrabandear para fora do país os tais diplomatas.  Acredite se quiser 1: a história é totalmente baseada em fatos reais. Acredite se quiser 2: Ben Affleck é um grande realizador.

 

KINGSMAN

KINGSMAN

Se há alguém que gosta tanto de filmes de espionagem como eu é o realizador Matthew Vaughn. “Kingsman” é um homage ao género do princípio ao fim e ainda assim, um grande filme de ação. Com citações de Hemingway à “My Fair Lady”, é um James Bond para a geração Pokemon Go. E que grande ideia colocar Colin Firth na pele de um super spy.

 

THE BOURNE ULTIMATUM

A lista só poderia acabar com a obra-prima da dupla Paul Greengrass (realizador) e Tony Gilroy (argumento). Depois de reinventar o estilo com a câmara na mão (copiada e recopiada por toda a gente) e salvar a carreira de Matt Damon, os dois senhores resolvem fazer um terceiro filme que leva a extremos a máxima do nada é o que parece (tão cara no cinema da espionagem) e abrem o filme a dizer (e a mostrar) que nada no filme anterior (“The Bourne Supremacy”) era o que o espectador imaginava. Génio.

Pois então que venha o novo “Jason Bourne, que nem precisa ser tão bom como os filmes da lista acima. Afinal, filmes de espionagem são como pizza: são bons até quando são ruins.

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