Quando a aparente simplicidade de um romance esconde a complexidade das emoções humanas.


Título original: Me Before You (2016)
Realizador: Thea Sharrock
Actores:  Emilia Clarke,  Sam Claflin,  Janet McTeer

Os filmes mais bonitos que já vi não são aqueles repletos de naves espaciais a voar, grandes explosões ou tragédias gregas. São filmes singelos, que muitas vezes se escondem sob a pobre categorização de comédias românticas ou chick-flicks, mas que revelam as mais profundas variações da condição humana de forma ambiguamente delicada e poderosa, tocando, assim, a alma do espetador sem ele estar à espera.

O Me Before You é um desses filmes.

Para mim, que li o livro, a história não era uma novidade. Não só sabia como terminava, como sabia que era uma das mais bonitas histórias que já tinha lido.

Também não foi necessário chegar o filme para perceber que os atores escolhidos para as personagens principais – Sam Claflin e Emilia Clarke – estavam simplesmente perfeitos. Ele, com o seu sorriso sarcástico e olhar matreiro, conseguindo exprimir apenas com movimentos faciais o turbilhão de emoções que passaram pela cabeça de Will durante aqueles 6 meses. Ela, também tão expressiva e a conseguir captar tão bem a alma peculiar de Lou.

Muito se falou sobre o filme e o seu final em particular.

Eu não vou tentar julgar ou sequer compreender os argumentos, para um lado ou para o outro, de pessoas que estão efetivamente a passar pelo que a personagem de Will passa.

Vou, isso sim, agarrar-me com unhas e dentes à lição de vida que este filme nos dá. Porque, como qualquer filme incrivelmente bonito, que nos deixa a rir e a chorar copiosamente, também este tem uma forte moral: que viver, à séria, sem nos acomodarmos e aproveitando cada momento, é nosso dever!

Outro filme subestimado, mas igualmente bonito, auto-intitula-se não como uma “história de amor, mas uma história sobre amor”. Me Before You é uma história de amor, mas, acima de tudo, é uma história sobre amor!

Um amor tão grande que nos leva a correr riscos, experimentar coisas novas e a estar onde precisam de nós, mesmo que isso nos parta o coração.

Um amor que não amarra – pelo contrário, liberta.

Um amor gigante ao que realmente importa: a vida!

Por isso, já sabem:
“Live Boldly,
Live Well,
Just Live”

Love,
Filipa

 

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