Um caleidoscópio de estranhas emoções


Título original: Doctor Strange (2016)
Realizador: Scott Derrickson
Actores: Benedict Cumberbatch,  Chiwetel Ejiofor,  Rachel McAdams

Doctor Strange vem fechar o ano da Marvel com o belo sabor que os últimos filmes nos têm deixado: um blockbuster diferente, que reage contra os típicos heróis bonzinhos (quem acha o Capitão América meio sonso meta o dedo no ar!) e nos apresenta indivíduos complexos (hello, Deadpool) e com momentos de humor habilmente introduzidos na narrativa (hello, Guardians of the Galaxy).

O humor sarcástico, a bondade, misturada com arrogância, misturada com a necessidade de ser perfecionista e ainda a estranha inteligência de Doctor Strange são-nos apresentados logo na primeira sequência de eventos em que o conhecemos.

E aí, decididamente, apenas uma emoção se apodera do espetador: o Cumberbatch é, sem dúvida, o homem perfeito para o papel. Parece que estamos a ver como seria se a sua excelente versão de Sherlock Holmes assumisse o papel de neurocirurgião.

Esta não foi, certamente, uma decisão de cast difícil. Mas o que dizer de Tilda Swinton?

Confesso que tinha as minhas dúvidas sobre a decisão de a ter no papel de alguém de deveria ser um ancião oriental. Mas a verdade é que ela não só assume o seu papel de forma excecional, respirando a sabedoria de um verdadeiro ancião, como dá corpo a uma decisão que suporta um dos principais fundamentos da narrativa: esquece tudo o que achas que sabes. Achas que The Ancient One é um homem? Ahahahah.

A base está, então, formada: uma narrativa forte, com belos momentos humorísticos, sustentada por um elenco que não poderia estar mais perfeito. Mas as emoções que nos abordam ao longo do filme não ficam por aqui.

O caledoscópio de efeitos visuais é uma autêntica montanha-russa. A sensação de “aprenderam bem a lição do Inception” é vivida à letra e, ao longo do filme, somos confrontados com cenários que se movem, rodam, trocam de lugar e fazem o pino.

Querem saber um defeito? É só este: sabe a pouco.

Claramente é o início de uma estranha história que ainda tem muito para contar.

E querem saber um possível spoiler? A julgar pela interação pré-créditos finais com Thor (sim, esse mesmo), é bem possível que vejamos Doctor Strange bem mais cedo do que o previsto, já no próximo filme, Thor: Ragnarok.

Espero ansiosamente o seu retorno. E não há nada de estranho nisso.

 

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