Bleed for This – A Força de Um Campeão

“It’s not that simple”

 

Título original: Bleed for This (EUA 2016)
Realizador: Ben Younger
Argumento: Ben Younger
Protagonistas: Miles Teller,  Aaron Eckhart,  Katey Sagal

Para quem pratica desportos de combate ou não, este é um must see.

Tinha especial curiosidade neste filme e não era porque o Miles Teller era o rapaz de Whiplash.

Para dizer a verdade, ainda não vi o Whiplash e ainda bem. Nem o vi no Fantastic Four porque não vejo esses filmes. (Porque não? because).

Adorei a performance do Miles e não o conhecia de parte alguma e foi ótimo ver sangue novo (pelo menos para mim ele é sangue novo) a representar desta maneira.

Ainda bem que informaram que era um filme inspirado numa história real, mas mesmo isso não ia ser suficiente para eu acreditar em tudo. Ainda bem que no final aparecem imagens captadas do Vinny himself, como prova de que tudo aquilo aconteceu, porque é verdadeiramente inacreditável e, sim, por muito que esta palavra me custe, é inspirador.

Sou praticante de uma modalidade de combate a um nível absolutamente amador e pouco conheço dos meandros destas competições, mas sei que não são duras apenas dentro do ringue. São muito violentas também fora dele e tudo é gerido como se de negócios familiares se tratasse num ambiente para lá de machista e injusto, portanto sabia que isto ia ser giro.

No final do filme Vinny diz qualquer coisa como “quem vê de fora, só vê as luzes e cor” e isto fez-me ficar a pensar em tudo o que é o desporto de competição, seja um campeonato amador regional ou os jogos olímpicos – também é sempre entertainement.

O que o filme representa é mais ou menos a história de um negócio familiar, num ambiente bem working class de Rhode Island (com uma família italiana à la Tony Soprano, desculpem-me mas as reverências estão lá) passado nos lindos anos 80 (os penteados e caracterização demonstram-no muito bem).

Vinny é um lutador de boxe a lutar contra as adversidades a que qualquer atleta assiste – menor condição física, idade, motivação, etc. e que vê a sua vida praticamente acabar por um acidente de automóvel que o deixa paralisado, não o deixando competir, e portanto, viver. Temos portanto aquela dualidade habitual de “não te podes mexer” VS “vou dar a volta a tudo isto e ser o melhor”.

Acho que ninguém que acha que consegue dar a volta a tudo o faz sozinho e para isso temos o espectacular Aaron Eckhart (ah mas eu conheço esta cara! Sim, era o Harvey Dent do Cavaleiro das Trevas, mas aqui já parece um homenzinho!).

Na relação treinador-atleta entre ambos, na capacidade de Kevin (Aaron Eckhart) em treinar com racionalidade e ao mesmo tempo toda a paixão, um atleta no seu pior momento tudo se torna natural e muito cativante. É aqui que fiquei mesmo inspirada! Damn, quem nos dera a todos nós conseguir ter treinadores, professores, tutores que nos tratassem assim. São iguais em estatuto, ambos working class single men de Rhode Island e cada um empurra o outro. OK, um mais do que outro.

Muitas reviews apontam haver falta de profundidade na personagem de Vinny e que a história acaba por ser previsível, o que é natural já que o filme pretende relatar um episódio da vida de Vinny Pazmania, não é uma biografia ficcionada. Não esperem grandes ensaios sobre o psicologia do desporto nem reviravoltas inesperadas! Isto é sobre competição e espírito de sobrevivência a nu e cru.

Por último, deixo-vos uma última recomendação – oiçam-me aquela banda sonora por favor!

Ótima banda sonora, bem escolhida e bem distribuída pelas cenas do filme.

Não é uma masterpiece? Não, mas é do caraças e é para verem quando estiverem a precisar de motivação extra para qualquer coisa ou queiram simplesmente um bom serão de entretenimento.

 

 

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