“You’re finally starting to show some imagination”

 

Título original: Black Butterfly (EUA – 2017)
Realizador: Brian Goodman
Argumento: Marc Frydman, Justin Stanley
Protagonistas: Jonathan Rhys Meyers, Antonio Banderas, Piper Perabo

“Black Butterfly”, um remake de um filme francês chamado “Papillon Noir”, é um filme sobre a vida acabada de um escritor, Paul (Antonio Banderas), que busca no consumo excessivo de álcool a inspiração para continuar a escrever os seus romances. Junta-se à historia Jack (Jonathan Rhys Meyers), um caminhante sem teto a quem Paul dá abrigo, em troca de um favor que Jack lhe prestou num típico restaurante à beira da estrada no Colorado.

Jack começa a integrar-se na vida de Paul oferecendo os seus serviços para lhe arranjar a casa um pouco degradada e o jovem acaba por aconselhar Paul sobre os seus livros e começa a dar a um novo rumo às suas histórias, rumo esse, por vezes, demasiado “realista”.

A narrativa começa a parecer confusa à medida que o filme decorre e a ingenuidade das personagens chega a surpreender-nos. Jack torna-se num psicopata e Paul literalmente não faz absolutamente nada para o impedir, ao ponto de parecer que o próprio desejava tornar-se um prisioneiro dentro da sua própria casa.

“Borboleta Negra” não escapa ao cliché de ser um típico thriller americano que se desenvolve numa casa isolada no sopé de uma montanha. É certo que também não teve sorte com o plot do filme e com as poucas boas falas que tinham no seu guião, que se mostrou muito pobre durante o filme. No entanto, é Banderas e Rhys Meyers que fazem com que o filme de Brian Goodman seja cativante e viciante como um bom thriller deve ser, mesmo quando a história perde o seu rumo perto do final.

A existência de vários plot twists parece-me exageradamente forçada e fitamos o final do filme com um sabor amargo na boca. Resumindo, o final é completamente idiota e aquele efeito surpreendente e de surpresa que o realizador quis provocar ficou muito aquém do desejado. Foi substituído por confusão e por aquelas palavras que costumamos dizer quando o final do filme não é bem o desejado: “A sério que isto acaba assim?”.

Concluindo, é um thriller que vale a pena ver devido às ótimas performances de Antonio Banderas e de Jonathan Rhys Meyers e à sua história que nos deixa viciados e impressionados. No entanto, devia-se ter ficado pelo seu primeiro plot twist que, de certa forma, tinha deixado o filme muito melhor do que como acabou.

 

 

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