E se as Forças Aliadas tivessem perdido a 2ª Grande Guerra?

 

Título original: The Man In the High Castle (2015 – presente)
Criado por: Frank Spotniz
Argumento: Anthony McCarten
Actores: Alexa Davalos, Luke Kleintank, Rufus Sewell
Canal: Amazon Prime (PT) Amazon Prime (US)

Estamos em 1962, numa América dominada e invadida pela Alemanha Nazi e pelo Império Japonês. As potencias do Eixo ganham a Segunda Grande Guerra e acordam dividir o território dos Estados Unidos da América. No Este, é criado o Greater Nazi Reich e, nos Estados de Oeste, os Japanese Pacific States, deixando no meio os Estados das Rocky Mountains, uma zona de ninguém onde se refugiam os indesejados dos invasores e onde cresce um movimento rebelde na esperança de voltar a ter um país livre. Esta é a assustadora premissa de The Man in the High Castle, baseada no livro de Philip K. Dick com o mesmo nome. Mais assustador ainda é como a intolerância fascista está presente no dia a dia dos americanos como se fosse natural, ou mesmo como, entre uma season e outra, essa realidade passou a ser tão próxima da actualidade.

Frank Spotnitz (X-Files) está ao leme desta série, que tem na produção uma das suas mais valias. É impressionante a transformação, principalmente de Nova Iorque e São Francisco. Os cenários, guarda-roupa, os veículos, tudo nos coloca imediatamente nos anos 60, com propaganda Nazi e ordem, presente em cada canto, ou, no caso do Oeste, o sol Californiano mistura-se com o tradicionalismo Oriental. Aliás, a atenção ao detalhe coloca esta série no topo das melhores produções na televisão. Até o genérico é brilhante e arrepiante ao mesmo tempo.

Juliana Crain (Alexa Davalos) vive em São Francisco, dominada pelo Império Japonês, onde estuda Aikido. Ela e o seu namorado Frank (Rupert Evans), um artista plástico, tentam manter-se debaixo dos radares, visto que a arte moderna não é aceite e é perseguida pelas autoridades.

As suas calmas rotinas são interrompidas quando a irmã de Juliana é assassinada por ter na sua posse uma bobine de filme que contém um filme proibido. “The Grasshopper Lies Heavy” é um filme que contem notícias da vitória das Forças Aliadas. A série segue a missão que Juliana acredita ser o seu destino, para levar aquele filme ao destino pretendido pela sua irmã. Não se sabe bem o que é aquilo realmente. Uma simulação? Uma realidade paralela? Como é que alguém conseguiu aquelas imagens? Quem será o “The Man in the High Castle”, suposto responsável pela existência do filme?

Na terra de ninguém, onde vivem as várias raças rejeitadas pelos Nazis e pouco aceites pelos Japoneses, Juliana conhece Joe Blake (Luke Kleintank) que tem também ele uma missão. Os dois seguem em direcção de Este, onde Joe se deve encontrar com John Smith (Rufus Sewell), um official Nazi americano que luta entre providenciar o melhor para a sua família e a pretenção de subir na escada do poder local. Este é o ponto de partida, de que não posso revelar muito mais, desta história de espionagem, ficção científica e suspense.

The Man in the High Castle peca, no princípio, por alguma falta de profundidade dos personagens e diálogos, mas vai melhorando de série em série, com entrada de novos personagens. Quem nos consegue agarrar logo de inicio é Davalos e Sewell que são o grande destaque da série no que ao elenco diz respeito. Também neste aspecto, à medida que viajamos da série 1 à 3, vão aparecendo mais personagens com mais interesse que vão alimentar o mistério.

The Man in the High Castle está disponível em Portugal através da Amazon Prime e vale a mensalidade que chega para ver, em modo binge, as três séries disponíveis até agora. Quem ainda não viu, não deixe de a ver.

 

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