O melhor de 2018 ainda está pra vir.

 

 

Chega o fim do ano e começa a chegar a melhor fornada para acabar em beleza. Os filmes piscam o olho aos prémios, nós sentamos-nos confortavelmente e aproveitamos para rir, chorar e viver as aventuras cena a cena.

Muitos já cá andam ou já passaram pelas nossas salas de cinema, alguns dos quais ainda tenho em falta, como o Beautiful Boy, First Man, Widows e BlacKkKlansman.

Mas há alguns em que a ansiedade é grande para lhe pôr os olhos em cima. Aqui fica uma mão cheia de filmes que aí vêm que quero muito, muito, muito ver.

Roma

Realizado pelo grande Alfonso Cuarón, Roma é a maior aposta da Netflix para chegar pela primeira vez aos principais Óscares. E tudo parece alinhado para acontecer.

Primeiro há a curiosidade para ver se a dominante sequência dos “três amigos” Mexicanos Cuarón, Del Toro e Iñaritu, que ganharam entre eles o óscar de melhor realizador em quatro dos cinco últimos anos, continua.

Depois, a coisa está mesmo com muito bom aspecto. Esta história, baseada na infância do realizador, segue o ano de uma família de classe média no distrito Colonia Roma da Cidade do Mexico nos anos 70, no meio de uma enorme revolta social.

A fotografia a preto e branco é do próprio Cuarón e é de cortar a respiração.

Estreia a 13 de Dezembro nas salas Portuguesas (depois de já ter passado pelo Lisbon & Sintra Film Festival) e na plataforma Netflix Portugal um dia depois.

Green Book

Há uns meses vi o trailer deste filme e fiquei com aquele bichinho… isto deve ser bom… quero muito ver isto. Senti o mesmo quando vi o trailer do excelente Three Billboards Outside Ebbing, Missouri.

Depois houve aquele “hã..!?” quando vejo que é realizado por Peter Farrely, sim o mesmo de Dumb and Dumber e There’s Something About Mary. Decidiu fazer um filme dramático e foi logo buscar dois dos maiores novos talentos na praça, Mahershala Ali (Moonlight) e Viggo Mortensen (Lord of the Rings, Captain Fantastic). Mostra desde já inteligência. A história segue a tour de um pianista clássico negro que é conduzido por um segurança de classe média de descendência italiana em plenos anos 60.

Tem tudo para ser um belo filme.

Estreia por cá a 24 de Janeiro.

Vice

Se gostaram tanto como eu do brilhante The Big Short, devem-se juntar a mim no grupo de gente que não vê o dia que Vice de Adam McKay estreie. Depois de se tornar mestre a escrever comédias, McKay decidiu dar o salto e fazer filmes para a primeira linha e trazer a subtileza da sua mestria cómica a filmes mais sérios, mas não menos brilhantes.

Vice é uma biografia de Dick Cheney, ex vice presidente de W. Bush, e traz-nos mais uma inquietante transformação de Christian Bale.

Se depois disser que Amy Adams faz de mulher de Cheney, Steve Carrell de Rumsfeld e Sam Rockwell de George W. Bush, acho que não preciso dizer mais nada para que seja obrigatório ver este filme. Não se admirem se estiverem alguns destes nomes nos nomeados da Academia.

Estreia em Portugal a 7 de Fevereiro.

Welcome to Marwen

Malta, o Robert Zemeckis está de volta!! Sim, o Zemeckis de Back to the Future, Who Framed Roger Rabbit e Forrest Gump está de volta aos filmes mágicos.

Welcome to Marwen é baseado num documentário que se foca numa exposição de fotografia de um veterano de guerra, vítima de um ataque brutal que, como terapia cria o seu mundo fictício onde se refugia da dura realidade.

Steve Carell, que visto isso este ano não teve um dia de folga, dá corpo ao veterano Mark Hogancamp na vida real e no seu refúgio virtual através de motion capture. Ele e as várias mulheres que conhece e transforma no seu exército de proteção, dão vida a Barbies e Action Mans na realidade alternativa criada atrás da lente de Mark.

Poucos teriam melhores mãos para isto, do que Zemeckis. Por isso mesmo é um dos filmes que mais quero ver neste fim de 2018.

Estreia só a 21 de Março em Portugal. Ainda vamos ter que sofrer um bom bocado mais.

 

Eighth Grade

O festival de Sundance já nos vai habituando a oferecer umas pérolas com que ninguém contava. Este Eighth Grade, desde o festival, tem sido o menino bonito da crítica e dá para perceber porquê. Depois de ver o trailer no inicio do ano, fiquei logo em pulgas para o ver, mas parece que vou ter que sofrer mais um bom bocado.

A realização é do estreante Bo Burnham que também escreve o argumento. Estreante atrás da câmera, já que para quem gosta de standup comedy, Burnham é hoje um nome incontornável. Começou como YouTuber e chegou aos maiores palcos da especialidade.

Uma das maiores mais valias de um bom standup comic é o saber observar o que o rodeia e ver o engraçado onde nem todos o descobrem.

Neste filme Burnham vai mais longe e acompanha o ano final da preparatória de uma adolescente no novo mundo online com tudo o que isso traz de bom e de mau. Diz-se também que a jovem Elsie Fisher pode-se intrometer com os grandes nas cerimónias de prémios no inicio de 2019.

Ainda não há data de estreia para Portugal, nem se sabe sequer se passará numa sala de cinema. Mas alguma maneira teremos que arranjar para ver uma das maiores surpresas do ano.

 

É muita coisa boa que vem por aí, a que se juntam também outros que prometem, como If Beale Street Could Talk, realizado por Barry Jenkins de Moonlight, The Favorite, do irreverente Yorgos Lanthimos de The Lobster (que ainda tem Rachel Weisz e Emma Stone) e Wildlife, que marca a estreia como realizador de Paul Dano (Little Miss Sunshine, Love & Mercy) com a também brilhante actriz Zoe Kazan a pegar no argumento, interpretado por Carey Mulligan e Jake Gyllenhaal.

Venham de lá eles todos 🙂

 

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